sábado, 15 de novembro de 2008

Melissa's flying all over

A Melissa, desde 1979 não para de crescer. O motivo? A marca da Grendene sempre teve como objetivo se reinventar a partir das inúmeras possibilidades do plástico. Os modelos sempre criativos e confortáveis já foram desenhados por Alexandre Herchkovitch, Gloria Coelho e Vivienne Westwood.
Possuir uma Melissa não é mais desejo apenas dos brasileiros. Já existem lojas em Tóquio, Paris, Porto, Amsterdã e agora elas também serão vendidas em New York!

Essa semana, a jornalista Faran Krentcil teve um texto publicado na Nylon Magazine em que falava que finalmente foi chegado o dia em que a Melissa passou a ser vendida em NY, graças a Epaulet. Ela descreveu os esforços que tinha de fazer para adquirir uma: "In fact, I used to go to Mexico City twice a year, in part because I knew I'd find them".

A Epaulet é uma loja do Brooklyn que vende roupas, sapatos e acessórios. Eles procuram designers independentes para revender, normalmente por um preço bem legal. A Melissa, por exemplo, sairá praticamente pelo mesmo valor que aqui, só que em dólares, ou seja, em média $86,00.

Com a publicação na Nylon, parece que a Melissa passará a ser uma integrante da moda "new rave/wave, fluor, mess". As menininhas que acham a Melissa brega (!) vão ter que engolir essa. Se bem que elas não interessam ao mercado da moda das big cities anyway.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Trendy

Terminei hoje um projeto que obrigatoriamente deveria ser feito no Photoshop.
A idéia inicial era fazer um rótulo de shampoo para cabelos tingidos, mas depois resolvi fazer essa capa de revista. O engraçado foi que pensando no nome que ela teria, concluí que poderia colocar "ela" em francês, ou seja, "elle", que já existe. Que saco! O costume de ver sem raciocinar é tanto que coisas com as quais temos contato frequentemente ficam com seus significados apagados pra nós. Tudo bem que essa conclusão é meio exagerada quando se fala no "raciocínio" desse caso.

Como vocês podem ver, eu sou péssima com idéias pra nomes, mas tudo certo, já que existe a "In Style".
Infelizmente, pra postar tive que diminuir a imagem.
Minha irmã de 16 anos gostou. Keeser, me ensina!


domingo, 19 de outubro de 2008

Fim afora

Não há nada mais angustiante que um alcance inatingível. Ainda pior se a confiança se esvai, se as faces são outras e as regras mudadas repentinamente. A sensação que sobra é uma falta de ar dentro do novo desconhecido, assistindo a uma eu enganada.
Os sentimentos permanecem porque se instalaram seguramente lá no fundo, mas outros também chegam com ferocidade. Os que mais transparecem é o ódio daqueles que foram ludibriados e o desejo de vingança bruto e impensado.
Ainda assim, da parte mais irracional do cérebro, surge um desejo; e apesar de relutâncias internas, permito-me sentir o pesar da sua ausência e até mesmo uma vontade, que lhe é completamente indigna, de com você permanecer.
Porém, a decisão já foi tomada, dita e eternamente determinada; por você quando se mostrou lobo dentro do que existe de mais podre na essência humana, mas que sempre tentamos domar.
Em mim é isso que sobra, uma respiração curta de quem vai morrendo e, ao mesmo tempo, nascendo com o alvorecer da realidade em torno de você. E a angústia de quem só assiste, sem nada poder fazer.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Então, estou migrando do livejournal para o blogspot, já que aqui há uma rede maior interligada e até mesmo por ser mais descomplicado que aqueles layouts confusos de sites "mais" gringos (leia-se menos utilizados por brasileiros).
O objetivo continua o mesmo, escrever sobre os mais variados temas, das mais variadas formas, de maneira mais simples, ou não.
Para que esse post não se resuma a uma apresentação do tipo "escrevo mesmo depois", aqui vai uma cronicazinha de 22 de abril de 2007, que foi publicada na Folha da Praia no mês seguinte, se não me engano. Apesar de tentada a fazer alterações (sempre há o que ser mudado quando relemos), deixei como estava mesmo.

No início desse ano letivo, quando eu troquei de sala (Geral) e fui para o PSS, tive que refazer todas as minhas primeiras impressões. A nova sala tem uma quantidade enorme de novatos, então tomar notas das primeiras impressões faz parte do processo de reconhecimento do lugar.
Há uma visão dominante a respeito da turma de PSS: pessoas muito estudiosas que se esforçaram bastante nos 1º e 2º anos e que agora, com uma classificação cômoda merecem um 3º ano fácil.
A questão é a parte de pessoas estudiosas que se esforçaram. Mesmo eu não sendo uma pessoa estudiosa e que não se esforçou (afinal, é Jornalismo na UFS), pensei que a grande maioria fosse. Por uma certa influência da visão dominante e a julgar pela cara do pessoal esse foi um princípio de primeira impressão geral.
Quando o professor de literatura nos informou que a análise de "Preparem os Agogôs" iria ser cobrada na prova eu presenciei uma cena que comprovaria o princípio de primeira impressão geral. Um menino (ainda não sei o nome) muito feio, que tem uma risada esquisita e que estava sentado perto de mim logo que o professor acabou de dar tal informação, arrancou, quase que desesperadamente, uma folha do caderno e começou a escrever algo com extrema excitação. Eu, com minha miopia de -1,0 D (mas que incomoda), o não-uso dos meus óculos e a minha vontade de comprovação do princípio, dei uma olhadinha melhor para o papel e então vi: nomes, setas e um espaço em branco a ser preenchido. Os nomes eram Agogô, Maria Pia, Marli, etc; todos personagens do livro que iria ser cobrado. Meu Deus! Não acreditei que ele iria começar a fazer a listagem da função e das características dos personagens principais. Pronto. O príncipio da primeira impressão estava certo: pessoas estranhas, estudiosas, esforçardas, desesperadas para continuarem se dando bem, de risadas esquisitas e cheias de métodos de memorização. Mas parece que quando a gente sente que acertou em algo que só nós mesmos, com uma alta capacidade de observação e associação, poderíamos acertar, acontece qualquer coisa que nos diz: "Meu félho, tome juízo que as coisas não são assim, não". Eu ouvi essa frase quando, no intervalo, me levantei e realmente sem querer olhei para o papel, agora bem próximo a mim. Era verdade que tinham nomes, setas e um espaço em branco a ser preenchido, mas os nomes eram: goleiro, atacante, zagueiro, etc. Eu vi todo o meu princípio de primeiras impressões se dissolver e ir pro ralo num segundo; e num segundo eu tinha nada de novo. Foi aí que eu percebi que míopes que não usam óculos podem ter sua "capacidade de observação" seriamente lesada.
Nota: agora eu uso lentes.